CRISE ELEITORAL SEM FIM À VISTA NO COMITÉ OLÍMPICO DA GB

Depois de dois adiamentos, o número de votos à favor nas eleições deste sábado é insuficiente para aprovação da lista de consenso

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As eleições do Comitê Olímpico da Guiné-Bissau, que aconteceram neste sábado (20.09), ficaram inconclusivas e sem soluções concretas.
O ato da votação para escolha dos novos órgãos sociais de uma das maiores instituições desportivas do país, aconteceu na sua sede, em Bissau, depois de ter sido adiado por duas ocasiões. A lista do consenso que concorre à sucessão da direção de Sérgio Mané é encabeçada por Fernando Arlete, depois de uma alegada reunião que terá resultado na fusão das duas anteriores listas – do Eugénio de Oliveira Lopes e do já citado Fernando Arlete – que estiveram em disputa.
Na votação deste sábado, Fernando Arlete, que lidera a lista de consenso, obteve oito votos a favor, sete contra e uma abstenção num total de 16 votantes, número considerado insuficiente para aprovação da lista em causa, tal como fez perceber Augusto Bernardo Veigas Júnior, presidente da Comissão Eleitoral.
Veigas explicou como pode um candidato ser eleito em caso da lista do consenso e com base nas alegadas recomendações anteriormente deixadas pelo representante do Comitê Olímpico Internacional.
“Estamos perante uma situação que é diferente do caso de duas listas. Temos apenas uma lista e é obrigatório que aquela obtiver 50 por cento mais um. A comissão da supervisão que esteve aqui disse: “em caso de uma lista única [de consenso] como esta, precisamos de 50 mais um por cento’. Neste caso, temos 50 por cento de votos a favor e faltou aquele um”, esclareceu.

Momentos de contagem de votos
“Fomos à procura de uma lista de consenso. Quem nos orientou avisou muito cedo que quando a lista for de consenso deve ter pelo menos 50 por cento mais um, o que não foi o caso. Não atingimos aquela maioria para dizer que a lista é vencedora”, afirmou Augusto Bernardo Veigas Júnior.
© Balantó Danfa








