FORJOD-GB REPUDIA COMPORTAMENTOS DE CAÍTO E PEDRO DIAS E ADOTA POSTURA DE “TOLERÂNCIA ZERO”

O Fórum de Jornalistas Desportivos da Guiné-Bissau divulga, na tarde desta sexta-feira (20.03), uma nota de repúdio contra “episódios de tentativa de silenciamento e obstrução do exercício jornalístico” por parte do presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Carlos Alberto Mendes Teixeira (Caíto), e do treinador do Sporting Clube da Guiné-Bissau, Pedro Dias.

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Comunicado na íntegra 👇
O Fórum de Jornalistas Desportivos da Guiné-Bissau (FORJOD-GB) vem a público denunciar e repudiar, com a máxima veemência, os recentes e graves episódios de tentativa de silenciamento e obstrução do exercício jornalístico no seio das instituições e por parte de figuras ligadas ao futebol nacional.
O FORJOD-GB repudia a tentativa de expulsão do jornalista Alison Cabral, do jornal “O Democrata”, da conferência de imprensa da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), realizada na tarde de quinta-feira, 19 de março de 2026, por ordem direta do Presidente da FFGB, Carlos Alberto Mendes Teixeira (Caíto), que tentou-se restringir a liberdade de um profissional que apenas contestou a imposição arbitrária de limitar o número de perguntas.

O Fórum manifesta, igualmente, o seu profundo repúdio perante a atitude ignóbil do treinador do Sporting Clube da Guiné-Bissau, Pedro Dias, que, em episódio recente, tentou intimidar o jornalista Oceano Sigá, do portal Fut245, a quem acusou falsamente de ser o autor de um artigo sobre a sua prática habitual de rejeitar declarações após os jogos. Como se não bastasse, recusou-se a prestar declarações à imprensa, condicionado a sua intervenção ao afastamento do citado jornalista da zona de intervenção rápida, no Estádio Lino Correia.
Tais formas de chantagem são inadmissíveis no desporto guineense, em particular no futebol, pois ferem a ética e põem em causa o livre exercício da profissão jornalística.
Neste sentido, o FORJOD-GB adota uma postura de TOLERÂNCIA ZERO contra qualquer tentativa de restringir o acesso às fontes de informação. O livre acesso às fontes é um princípio fundamental e inalienável da nossa profissão e da própria democracia. Nem a FFGB, nem qualquer clube ou treinador, têm a prerrogativa de selecionar quais jornalistas podem ou não cobrir a atualidade desportiva.
O jornalismo não se faz por conveniência dos auditados. Tentar silenciar profissionais através da expulsão ou do boicote é um ato de cobardia institucional e uma prática ditatorial que não encontra lugar no futebol moderno.
O Fórum manifesta a sua total solidariedade aos jornalistas Alison Cabral e Oceano Sigá e aos respetivos órgãos, exigindo um pedido de desculpas público das entidades envolvidas e garantias de que nenhum profissional será intimidado no exercício das suas funções ou fora dele, porque o desporto guineense gere expectativas e património que pertencem ao povo, e a transparência é obrigatória.
O FORJOD-GB adverte que, caso estes episódios de prepotência persistam, a classe saberá responder com a união e o boicote integral necessários para repor a dignidade da nossa profissão.
Pela dignidade da classe e pela liberdade de imprensa!
© O Golo GB








