ADUL SEIDI INSPIRA CRIANÇAS DE ACADEMIA ‘PILUM’, EM BISSAU

A par de Moreto Cassamá, o goleador passa a ser a referência de crianças naquela academia. Porém, à margem da cerimônia, além de temas ligados à Seleção Nacional, o internacional guineense abordou ainda a forma como está sendo dirigido o futebol no país e disse: “É preciso uma mudança brutal”

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O internacional guineense Gilberto Adul Seidi foi definido como uma das referências e inspirações para os meninos de academia do futebol denominada ‘Academia Pilum’ do bairro de Cupelum, em Bissau.
A par de Moreto Cassamá, o ponta de lança, que na época 24/25 representou o SC Espinho, passa ser a imagem para seguir na referida academia do futebol desde última sexta-feira, (01-08), em reconhecimento à sua humildade e ao seu percurso no futebol que o fez chegar à Seleção principal do país.
“É um gesto muito nobre e gratificante. Uma coisa que vou levar pela vida inteira” começou por dizer Adul Seidi, após a homenagem numa cerimônia que contou com a presença dos moradores e dirigentes do Cupelum FC.

Imagem de homenagem ao Adul Seidi
De férias no país, o jogador foi convidado para analisar atual situação do futebol nacional, o internacional guineense de 32 anos de idade começou por defender ‘mudanças brutais’ nas estruturas que dirigem o futebol nacional.
Para o jogador, é necessário colocar à frente das estruturas desportivas do país pessoas que percebem do futebol.
“É preciso uma mudança brutal. Colocar os que percebem do futebol, não os que gostam. Não basta gostar. Assim não vai haver a evolução. Devem ser pessoas que sabem e percebem do futebol. Na minha opinião as pessoas que hoje vejo diante não são as que percebem do futebol”, afirmou.

Goleador guineense, Adul Seidi
“Notem-se, não havia campeonato de formação há muitos anos, campeonato nacional é fraco, tudo isso reflete até na Seleção Nacional. É uma tristeza o que assistimos”, disse o jogador.
Segundo Adul Seidi, a solução dos Djurtus não está nas mudanças constantes do selecionador e fez perceber que ‘faltou uma base que sustenta a equipa principal’, um trabalho que não está sendo feito, confirme deixou a entender, pelas autoridades desportivas do país.
Adul Seidi é internacional guineense pela duas ocasiões. Na temporada 2024/25, o ponta de lança de 32 anos fez 11 golos, duas assistências em 22 jogos. Porém, conquistou uma Taça e uma Supertaça ao serviço do SC Espinho de Associação de Futebol de Aveiro, um registro que o fez mais que disponível para voltar a representar as cores nacionais.
“O meu trabalho é pouco valorizado aqui. É mais valorizado no estrangeiro. Nunca despeço-me da Seleção da Guiné. Claro, se eu for chamado estarei disponível”, afirmou em relação ao um possível chamada para voltar a defender as cores nacionais.
“É triste a situação pela qual passa o nosso futebol. Fui assistir a alguns jogos. Saí daqui [Guiné-Bissau] há 17 anos, mas o que vejo não é nada agradável. Foi pela primeira vez na minha vida, após 17 anos na Europa, vi um finalista não foi atribuído as medalhas. É ridículo,” disse referindo-se ao Cupelum FC, finalista vencido da Segunda Liga 2024/ 25, mas que não foi medalhado.
© Balantó Danfa
📷 Facebook/Adul Seidi








