MP CONSTITUI ARGUIDOS PRESIDENTE E VICE-PRESIDENTE DA FFGB

Estão em causa alegados desvios de 183 milhões e 300 mil francos CFA disponibilizados pelo Governo para o fretamento de um avião destinado ao transporte da seleção de São Tomé e Príncipe à Guiné-Bissau

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou esta sexta-feira, 15 de maio, a aplicação de medidas de coação a dois altos dirigentes da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, no âmbito do caso relacionado com o fretamento de avião para o transporte da seleção nacional de São Tomé e Príncipe.
Na nota divulgada pelo Gabinete de Imprensa e Relações Públicas, o Ministério Público não menciona os nomes dos suspeitos. Contudo, conforme avançado em primeira mão pela Rádio Sol Mansi, o primeiro suspeito trata-se do presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Carlos Teixeira, conhecido por “Caíto”, enquanto o segundo suspeito é Celestino Gonçalves, conhecido por “Tinex”, um dos vice-presidentes da Federação e responsável pelas seleções nacionais.
Segundo a PGR, após interrogatórios judiciais, ao primeiro suspeito, Carlos Teixeira (“Caíto”), foi aplicada a medida de obrigação de permanência no país, ficando proibido de sair ao estrangeiro ou ausentar-se do local de residência sem autorização do Ministério Público. Foi-lhe ainda fixada uma caução de 82 milhões e 800 mil francos CFA, a ser paga no prazo de dez dias.
Ao segundo dirigente, Celestino Gonçalves (“Tinex”), foi aplicada a medida de Termo de Identidade e Residência (TIR).
De acordo com o Ministério Público, estão em causa alegados desvios de 183 milhões e 300 mil francos CFA disponibilizados pelo Governo para o fretamento de um avião destinado ao transporte da seleção de São Tomé e Príncipe à Guiné-Bissau, por ocasião do jogo realizado em Bissau, no dia 14 de junho de 2023, no âmbito da fase de qualificação para o Campeonato Africano das Nações (CAN 2023), disputado posteriormente em 2024, na Côte d’Ivoire.
A PGR refere ainda que os factos investigados poderão configurar os crimes de administração danosa, abuso de confiança e falsificação de documentos. O processo continua em segredo de justiça.
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