BOMBA: CAMPEONATO NACIONAL EM RISCO DE ANULAÇÃO JUDICIAL

Em causa está a sentença judicial que reconheceu a legitimidade da direção liderada por Dembo Cissé

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A época futebolística 2025/26 na Guiné-Bissau corre o risco de ser declarada ‘nula’ do ponto de vista jurídico e administrativo.
O alerta foi lançado pelo comentador desportivo Mário João Lopes Ferreira, em entrevista à Secção Desportiva da Televisão da Guiné-Bissau (TGB), na sequência da recente decisão do Tribunal Regional de Bissau, que declarou nulas todas as deliberações da última Assembleia-Geral Extraordinária da Liga de Clubes.
Em causa está a sentença judicial que reconheceu a legitimidade da direção liderada por Dembo Cissé, em detrimento da liderança de Rui da Silva.
De acordo com o especialista, o despacho tem efeito retroativo, invalidando todos os atos de atual gestão da Liga dos Clubes e pondo em causa a legalidade de toda a competição.
“Com o despacho, todas as decisões anteriores são consideradas nulas e, quando é assim, o campeonato poderá ser considerado nulo”, explicou o professor universitário e mestre em ciências desportivas.
As consequências da decisão podem ultrapassar a tabela classificativa, abrindo o espaço para que os clubes exijam indemnizações financeiras à Liga e à Federação de Futebol pelos custos assumidos ao longo da temporada.
Título decide-se este domingo nos relvados
Apesar da sombra de anulação nos tribunais, a bola continua a rolar e o título nacional da Primeira Liga decide-se este domingo, 2 de agosto. Os Lobos de Canchungo e o Mandipilis de Cupelum entram para a última jornada, com hipóteses matemáticas de erguer o troféu.
A formação de Canchungo necessita de apenas um ponto na visita ao terreno do FC Cumura para se sagrar campeã. Já o Mandipilis de Cupelum mede forças com o Sport Bissau e Benfica, atual detentor do título.
Face à tensão do jogo decisivo, Mário Lopes Ferreira aponta o reforço da segurança como indispensável no campo Municipal de Cumura para salvaguardar a integridade das equipas e da arbitragem.
A fechar a época, subsiste ainda a incerteza quanto ao valor das premiações para os novos campeões.
Mário Yequine atribuiu a ‘responsabilidade do impasse aos próprios clubes’, mas defende que a ‘atribuição dos prémios deve ser efetuada em tempo recorde para valorizar o esforço dos atletas’.
O apito final do campeonato aproxima-se nos relvados, mas a época 2025/2026 promete ter o seu capítulo mais longo na barra dos tribunais.
© Bubacar Bari
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