SNJ-GB DEFENDE APLICAÇÃO DO SALÁRIO MÍNIMO NACIONAL NOS CLUBES

“Um futebol independente, organizado e profissional começa pelo respeito por quem trabalha dentro dele.”, defende a organização sindical

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O Sindicato Nacional dos Jogadores de Futebol da Guiné-Bissau (SNJ-GB) defende aplicação do salário mínimo nacional de 50 mil Francos CFA nos clubes de futebol na Guiné-Bissau a partir da época desportiva 2026/27.
Em nota divulgada esta quinta-feira (24.09) alusiva aos 53 anos da independência da República da Guiné-Bissau, o SNJ-GB lembrou que o Conselho de Ministros aprovou recentemente o diploma que fixa em 50 mil Francos CFA o salário mínimo nacional para o sector privado, medida que estabelece uma referência mínima nacional de remuneração para os trabalhadores do sector privado.
“Neste contexto, o SNJ-GB entende que esta realidade deve ser igualmente considerada no futebol nacional.” defendeu na nota assinada pelo seu presidente, Alfa Umaro Djaló.
O sindicato sublinhou que o jogador de futebol também trabalha, treina diariamente, representa o seu clube, disputa competições e cumpre responsabilidades profissionais, factos que lhe conferem o direito a salário, tendo em conta o elevado custo de vida no país e as dificuldades enfrentadas diariamente pelas famílias.
“Apelamos à FFGB, à Liga e aos clubes para que, na preparação da próxima época desportiva, esta nova realidade salarial seja devidamente considerada na definição das condições contratuais e remuneratórias dos jogadores das diferentes competições nacionais.” lê-se na nota consultada pelo O Golo GB.
Para a organização sindical, «não se trata apenas de falar de futebol. Trata-se de falar de trabalho, dignidade, proteção social e valorização profissional.» afirmando ainda que “um futebol independente, organizado e profissional começa pelo respeito por quem trabalha dentro dele”.
© Balantó Danfa
📷 SNJ-GB








