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Home›INTERNAONAL›Jogo responsável em África: o que revela o Índice de Segurança do Jogador da 1xBet

Jogo responsável em África: o que revela o Índice de Segurança do Jogador da 1xBet

By O Golo GB
março 26, 2026
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À medida que os mercados de apostas em África continuam a crescer, a questão da proteção do jogador torna-se cada vez mais difícil de ignorar. Esse foi o foco da recente discussão sobre o Índice Internacional de Segurança do Jogador: África, um estudo promovido pela 1xBet para avaliar como operadores, reguladores e especialistas do setor veem a proteção do jogador em todo o continente.

Entre os especialistas convidados para o webinar dedicado ao estudo esteve Fisayo Oke, CEO da Gamble Alert, uma organização independente sem fins lucrativos da Nigéria, focada no jogo responsável e considerada uma das principais referências em proteção do jogador e na promoção de apostas mais seguras em África.

Nos seus comentários, Oke destacou a educação, o comportamento do jogador, a regulação e o futuro do jogo responsável em África. As suas observações apontam para um mercado em crescimento, mas de forma desigual, onde uma proteção mais forte do jogador vai depender da regulação local, da educação e de ferramentas práticas, tanto para os operadores como para os utilizadores.

P: Qual foi o resultado que mais lhe surpreendeu no Índice Internacional de Segurança do Jogador da 1xBet: África?

R: “O que mais me surpreendeu foi o nível de confiança que os inquiridos demonstraram nos sistemas de regulação em África. Em alguns casos, os participantes disseram até ter mais confiança nos sistemas de regulação africanos do que nos da Europa. Mas, ao mesmo tempo, também afirmaram que não conseguiam implementar medidas mais fortes de proteção do jogador porque a regulação variava bastante. Essa contradição foi, para mim, o resultado mais surpreendente.”

P: A educação deve ter um papel central nas estratégias de jogo responsável nos mercados africanos?

R: “Sem dúvida. A educação é fundamental. Sem ela, as outras ferramentas simplesmente não funcionam.”

“Antes de mais, os jogadores precisam de saber que existem ferramentas de jogo responsável para poderem usá-las. A educação deve abranger o jogo entre menores, a vulnerabilidade dos estudantes e as consequências mais amplas de comportamentos de risco ligados ao jogo. Sem educação, todo o sistema desaba.”

P: As iniciativas que ajudam os jogadores estão a tornar-se mais comuns. Que papel têm ferramentas como a 1xBalance na construção de uma cultura de jogo consciente?

R: “Essas iniciativas são muito importantes, como a 1xBalance.com da 1xBet.

Há quem diga que, quando um operador promove ferramentas de jogo responsável e, ao mesmo tempo, divulga os seus produtos, isso pode parecer contraditório.

Mas eu vejo a questão de outra forma. Isso mostra que os operadores estão a começar a reconhecer que a proteção do jogador é essencial para a sustentabilidade.

No passado, a publicidade ao jogo muitas vezes apresentava as apostas de forma muito apelativa e focava-se apenas nos possíveis ganhos. Agora, começamos a ver mensagens que reconhecem a importância do equilíbrio e do jogo consciente. Com o tempo, essa mudança pode ajudar a transformar a cultura das apostas.”

P: Até que ponto o jogo responsável é uma responsabilidade pessoal ou do setor?

R: “Do ponto de vista da saúde pública, espera-se que reguladores e operadores protejam o público, independentemente das escolhas individuais.

No que diz respeito ao jogo responsável, aplicam-se dois princípios fundamentais:

1. A decisão de jogar ou não jogar pertence ao indivíduo.

2. Os operadores e os reguladores devem garantir que as pessoas tomem decisões bem informadas.

Isto significa que a responsabilidade é partilhada. Os jogadores tomam a decisão, mas os operadores e os reguladores devem fornecer informação clara e transparente sobre os riscos associados.”

P: O que deve moldar o futuro do jogo responsável em África?

R: “A inteligência artificial vai certamente ter um papel importante. Mas acredito que a cultura e a consciencialização vão ser ainda mais importantes.”

“A verdadeira transformação virá através da educação e da mudança cultural. Espero ver campanhas de sensibilização mais fortes e uma mudança gradual na forma como o jogo é visto: mais como entretenimento do que como fonte de rendimento.”

P: A comunicação com públicos mais jovens, sobretudo os que usam o telemóvel como principal meio de acesso, deve ser diferente quando se fala de jogo responsável?

R: “Sim, sem dúvida. A comunicação tem de ser adaptada ao público e ter em conta as diferenças culturais. África é extremamente diversa e as atitudes em relação ao jogo variam muito de comunidade para comunidade.

Se o objetivo é chegar às gerações mais jovens, como a Geração Z ou a Geração Alpha, é preciso falar a linguagem delas e usar os canais que conhecem. Os métodos tradicionais de comunicação muitas vezes não conseguem captar a atenção desse público.”

P: Os mercados africanos estão a evoluir na mesma direção ou continuam fragmentados?

R: “Se olharmos para grandes mercados como a África do Sul, a Nigéria e o Quénia, já se veem padrões semelhantes. Mas África tem 54 países e a situação continua a variar bastante. Em 2024, cerca de 40 países africanos já tinham algum tipo de legislação sobre o jogo, o que significa que nalguns deles esse enquadramento ainda está em evolução. Espero que, com o tempo, haja uma maior harmonização dos padrões mínimos, não necessariamente com leis iguais em todo o lado, mas pelo menos com uma base comum para a proteção do jogador.”

P: Que mudanças tiveram maior impacto nos últimos anos?

R: “Os operadores começaram a tratar o jogo responsável como uma exigência regulatória e não apenas como uma iniciativa voluntária. Hoje, vemos muitos operadores a convidar organizações como a nossa para dar formação às equipas e ajudar na implementação de ferramentas de jogo responsável.”

Conclusão
A participação de Fisayo Oke no webinar da 1xBet deixou claro um ponto essencial: o jogo responsável em África não pode ser construído apenas com base em modelos importados. Tem de refletir a regulação local, a idade e as motivações dos jogadores em cada mercado, bem como as realidades sociais de cada contexto.

As conclusões do Índice Internacional de Segurança do Jogador: África mostram um continente em progresso, mas ainda marcado por sistemas pouco uniformes e diferentes níveis de maturidade. Para Oke, o caminho a seguir passa por mais educação, uma comunicação mais relevante e ferramentas práticas, como a 1xBalance da 1xBet, que ajudam os jogadores a compreender mais cedo o seu próprio comportamento.

Nesse sentido, o futuro da proteção do jogador em África vai depender não só das regras, mas também da integração da responsabilidade na cultura das apostas.

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