“ACHEI QUE ESTAVA PREPARADO. O BENFICA NÃO E SEGUI OUTRO CAMINHO”

Figura máxima do Midtjylland, com 22 golos ao cabo de 32 jogos, esta temporada, Franculino Djú explica o motivo pelo qual tomou a “difícil” decisão de deixar o Benfica, com apenas 18 anos de idade

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Franculino Djú concedeu, esta sexta-feira, uma extensa entrevista ao portal Flashscore, na qual ‘levantou o véu’ a propósito dos motivos que o levaram a recusar renovar contrato com o Benfica e a seguir viagem rumo à Dinamarca, para se comprometer com o Midtjylland, quando tinha apenas 18 anos de idade.
“Gosto muito do Benfica e do Seixal. Foi difícil tomar essa decisão, mas senti que precisava de algo mais. Acreditei que podia dar o salto naquele momento (…). Podia acontecer mais tarde, até podia ser um passo precipitado para a minha carreira, mas eu queria naquele momento. Achei que estava preparado. Eles acharam que não e segui outro caminho”, começou por afirmar.
“Na minha cabeça, era continuar a trabalhar. Sempre acreditei muito em mim. Cheguei aqui e continuei a trabalhar e as coisas aconteceram (…). Arrependimento não acredito. O Benfica tem sempre muitos bons jogadores, muitos bons miúdos”, prosseguiu o internacional por Guiné-Bissau.
“Vi aqui uma boa oportunidade e acabei por vir. O clube oferece excelentes condições, aposta nos mais jovens e senti que era o contexto certo para crescer. Acho que melhorei na parte defensiva, no jogo aéreo e também fisicamente. Sinto-me cada vez melhor e isso ajuda muito”, completou.
“Quero ganhar a Liga dos Campeões”
Natural de Bissau, Franculino Djú chegou ao Benfica em 2019, proveniente do Clube Desportivo dos Olivais e Moscavide, e não tardou a colocar em prática as qualidades que lhe eram reconhecidas. Aliás, na última época de leão ao peito, antes de ser afastado por questões contratuais, levava já 13 golos ao cabo de 11 jogos, na equipa de sub-23.
Os sinais positivos tiveram continuidade, já no Midtjylland, onde é já apontado como referência máxima. Na primeira época, marcou 17 golos em 23 jogos, na segunda, 16 golos em 41 jogos, e, na presente, vai já em 22 golos em 32 jogos. Ainda assim, não quer ficar por aqui: “Quero que se lembrem de mim. Acho que tenho feito as coisas bem”.
“O objetivo é ser campeão e estamos a trabalhar para isso. Acredito que tudo vai correr bem. Vamos dar o máximo”, garantiu, numa altura em que a equipa mora na segunda posição da fase de apuramento de campeão dinamarquês, com 51 pontos conquistados ao cabo de 26 jornadas, menos cinco do que o líder, o AGF Aarhus.
As boas prestações não passaram despercebidas, além-fronteiras, de tal maneira que a jovem promessa foi já apontada a alguns dos maiores clubes do futebol europeu, como foi o caso de Bayern Munique, AC Milan ou Arsenal. O ‘assédio’ vai subindo de tom, mas o próprio não se deixa afetar.
“Não vejo muito as notícias, mas é uma coisa boa. Significa que estou a fazer um bom trabalho. Vou continuar a trabalhar para que isso continue a acontecer”, referiu, ainda que não esconda o sonho que tem em mente: “Quero ganhar a Liga dos Campeões. Ser o melhor do mundo? Não penso muito nisso, porque não depende só de mim. Quero divertir-me a jogar, continuar a fazê-lo e ganhar muitos títulos”.
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